Projeto Matrizes

O PROJETO MATRIZES DE ÁRVORES NATIVAS, financiado inicialmente pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (vinculado ao Ministério do Meio Ambiente), e atualmente vinculado ao PROGRAMA DE ADEQUAÇÃO AMBIENTAL - LERF/ESALQ/USP, tem como objetivo promover a diversificação florística e genética e a regionalização de matrizes das espécies arbustivo-arbóreas nativas utilizadas em projetos de restauração florestal. Dessa forma, esse projeto busca disponibilizar ações e resultados facilitadores da produção de sementes e mudas com elevada diversidade de espécies com ocorrência regional e que prezem pela qualidade genética. Para tanto busca parcerias com viveiros florestais e outras instituições ligadas à recuperação de áreas degradadas. 

O território principal de abrangência do projeto é o Estado de São Paulo, cujo território foi dividido em 6 regiões ecológicas a partir do zoneamento proposto por SETZER (1966) tendo como base para a divisão fatores como o clima, geologia, topografia, solos, hidrologia, fitogeografia e paisagem geral. 

Para a caracterização da flora regional foram realizados levantamentos florístico-fitossociológicos nas diferentes formações florestais e regiões ecológicas do Estado, bem como utilizados dados secundários sobre a flora regional, obtidos em publicações científicas. 

Estes dados florísticos primários, gerados inicialmente pelo projeto, foram reunidos a dados secundários obtidos em bibliografia especializada resultando numa matriz de dados única, com aproximadamente 2.000 (duas mil) espécies arbustivo-arbóreas. A análise desta matriz de dados permitiu a obtenção de Listas Florísticas Regionais correlacionando as 6 regiões ecológicas do Estado de São Paulo. Para cada região, são apresentadas cerca de 100 a 120 espécies que se destacam nas diferentes formações florestais ocorrentes nessas regiões ecológicas. 

Em cada projeto do Programa de Adequação Ambiental do LERF, são marcadas entre 8 e 12 doze indivíduos-matrizes de cada uma das espécies indicadas na respectiva Lista Florística Regional, de aproximadamente 100-120 espécies, totalizando entre 900-1200 matrizes marcadas no campo, em cada projeto. Os indivíduos-matrizes tem sua posição georeferênciada e podem ser identificados em campo por sua plaqueta de identificação. Aos dados coletados em campo, quando da marcação destes indivíduos, foram reunidos dados tocantes às características botânicas, ecológicas e da tecnologia de sementes e produção de mudas destas espécies matrizes formando o BANCO DE DADOS DAS ESPÉCIES MATRIZES do LERF/ESALQ/USP. 

É neste contexto específico de promover a diversificação florística e genética e a regionalização das espécies arbustivo-arbóreas nativas para a produção de sementes e mudas utilizadas em projetos de restauração florestal do Estado de São Paulo, que se desenvolve o PROJETO MATRIZES DE ÁRVORES NATIVAS.

Equipe Atual

Coordenação

Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Rodrigues Coordenação Geral rrresalq@usp.br
Prof. Dr. Sergius Gandolfi Coordenação Técnica sgandolf@usp.br

Equipe Técnica

Bruna Locardi Machado, Biól. Coordenação de projetos na área de Florística do Programa de Adequação Ambiental blocardi@gmail.com Curriculum Lattes
Guilherme Henrique Machado Faganello, Graduando em Eng. Florestal (ESALQ) Apoio nos levantamentos florísticos akuma_the_ripper@hotmail.com  
Magda T. Gonçalves Lima, Graduanda em Biologia (ESALQ) Coordenação de projetos na área de Florística do Programa de Adequação Ambiental mtglima@esalq.usp.br  
Marcelo Antonio de Pinho Ferreira (Pinus), Eng. Flor., Mestrando em Sistemática Vegetal (Unicamp) Coordenação de projetos na área de Florística do Programa de Adequação Ambiental marcelopinus@yahoo.com.br Curriculum Lattes
Letícia Ribes de Lima, Biól., Drª. Coordenação de projetos na área de Florística do Programa de Adequação Ambiental lerilima@hotmail.com Curriculum Lattes
Pedro Henrique Santin Brancalion, Eng. Agr., Doutorando Direto em Produção Vegetal (ESALQ) Coordenação da produção de sementes do Programa de Adequação Ambiental pedrohsb@yahoo.com.br Curriculum Lattes
Sergianne Frison, M.Sc. Coordenação de projetos na área de Florística do Programa de Adequação Ambiental sergiannefrison@hotmail.com Curriculum Lattes
Vivian Maria de Faria Nasser Vilela, Biól. Mestranda. Apoio nos levantamentos florísticos e responsável pela incorporação das coletas botânicas no Herbário ESA vivian_nasser@yahoo.com.br Curriculum Lattes

Equipe de Implantação do Projeto (2001-2005)

Coordenação

Prof. Dr. Ricardo Ribeiro Rodrigues Coordenação Geral rrresalq@usp.br
Prof. Dr. Sergius Gandolfi Coordenação Técnica sgandolf@usp.br
Prof. Flávio Bertin Gandara Mendes Colaborador fgandara@usp.br
Prof. Dr. Vinícius Castro Souza Colaborador vcsouza@esalq.usp.br

Equipe Técnica

Adriana de Fátima Rozza Doutora em Biologia Vegetal - IB/UNICAMP Coordenadora Adjunta afrozza@esalq.usp.br
Alexandre Romariz Duarte Mestre em Ecologia de Agroecossistemas-ESALQ/USP Marcação de Matrizes arduarte@esalq.usp.br
Ana Cláudia Destefani Mestre em Recursos Florestais - ESALQ/USP Alimentação do Banco de Dados adestefa@esalq.usp.br
Ana Lúcia Stockman Graduanda em Ciências Biológicas Alimentação do Banco de Dados aninhasto@terra.com.br
Antônio Álvaro Buso Júnior Graduando em Ciências Biológicas Alimentação do Banco de Dados busojr@ig.com.br
Flaviana Maluf de Souza Engenheira Florestal e Doutoranda em Biologia Vegetal - IB/UNICAMP Marcação de Matrizes fmsouza@esalq.usp.br
Liviam Elizabeth Cordeiro Beduschi Mestre em Ecologia de Agroecossistemas - ESALQ/USP Coordenadora do Programa de Capacitação e Educação Ambiental lecordei@esalq.usp.br
Luís Vicente Brandolise Bufo Engenheiro Florestal - ESALQ/USP Marcação de Matrizes lvbufo@esalq.usp.br
Marta Regina Almeida Muniz Mestre em Biologia Vegetal - IB/UNICAMP Coordenadora do Banco de Dados mramuniz@yahoo.com.br
Natália Macedo Ivanauskas Doutora em Ecologia Vegetal - IB/UNICAMP Marcação de Matrizes nmivanau@esalq.usp.br
Selene Cristina de Pierri Castilho Graduanda em Gestão Ambiental Alimentação do Banco de Dados scastilh@esalq.usp.br
Wellington Forster Biólogo e Doutorando em Botânica pelo IB/USP Alimentação do Banco de Dados wforster@esalq.usp.br

Capacitação

Nos diversos cursos de capacitação em restauração florestal ministrados pela equipe do LERF nas várias regiões do país, a produção de sementes é sempre abordada com profundidade, dada sua importância para o sucesso futuro das ações de restauração. Por meio de aulas teóricas e práticas, apresentamos todos os principais conceitos envolvidos na produção de sementes com a diversidade florística e genética, necessárias para atender às demandas das ações de restauração florestal. Nessa capacitação, são detalhadas as principais técnicas de marcação de matrizes e de coleta, beneficiamento, armazenamento e quebra de dormência de sementes das mais variadas espécies, sendo dentro do conceito da regionalização da ocorrência das espécies nativas. 

Auxiliando na formação de técnicos com ampla base técnico-científica, esperamos contribuir para que os cuidados na coleta de sementes sejam adotados, como ponto de partida para a produção de mudas de qualidade e, consequentemente, para a implantação de florestas auto-sustentáveis, ricas em espécies nativas.

 

Dicas de Coleta

Legislação 

Toda empresa, instituição ou coletor autônomo que deseje coletar e comercializar sementes de espécies florestais nativas devem estar devidamente credenciados no Sistema Nacional de Sementes e Mudas (Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003). Ver informações nos sites www.dfasp.gov.br (para o Estado de São Paulo) e www.agricultura.gov.br (para todo o Brasil). 

Locais de coleta de sementes para a produção de mudas

  1. Dar preferência para a coleta de sementes em remanescentes de floresta nativa presentes na região, tanto degradados como conservados;
  2. Não realize a coleta de sementes em árvores da cidade ou de reflorestamentos antigos de restauração florestal, pois não se conhece a origem das sementes utilizadas na produção desses indivíduos arbóreos plantados;
  3. Evitar a coleta de sementes em árvores remanescentes isoladas na paisagem, pois as chances de autofecundação são maiores nesses casos (o que pode trazer problemas genéticos futuros);
  4. Não coletar sementes em Unidades de Conservação, o que é proibido pelo SNUC (exceto no Estado de São Paulo, que possibilita a coleta nesses locais caso haja autorização do órgão ambiental - ver detalhes na Resolução SMA - 68, de 19-9- 2008. 

Marcação de matrizes 

Para que se tenha uma conservação genética de curto prazo (10 gerações da espécie), minimizando os danos por depressão endogâmica (semelhante à consanguinidade), é Necessário se ter um tamanho efetivo da população (Ne) de 50. O Ne representa o tamanho da "amostra" que garante a representatividade genética de uma população coletada em relação à população original. Para se ter um Ne igual a 50, não é Necessário coletar sementes de 50 matrizes. Como em média cada matriz (árvore mãe) recebe o pólen de quatro árvores pais, considerando-se os cruzamentos como sendo aleatórios e em espécies alógamas, verifica-se que as sementes produzidas por uma única árvore matriz contêm material genético de cinco indivíduos (1 mãe + 4 pais). Dessa forma, a coleta de sementes de 12 matrizes, desde que elas ou os pais (árvores forNecedoras de pólen) não sejam aparentados, possibilita que se atinja um Ne de 50. Caso haja desvios de cruzamentos aleatórios e conseqüentemente ocorram cruzamentos entre árvores matrizes que compartilham algum nível de parentesco, cada árvore matriz representará um Ne < 4, sendo Necessárias Nessa situação aproximadamente 25 matrizes para se atingir um Ne total de 50. 

Contudo, coletar sementes de diversas espécies nativas regionais, a partir de12 matrizes ou mais de cada uma dessas espécies, nem sempre é tarefa fácil, pois diversos obstáculos, tal como o número reduzido de fragmentos florestais conservados, a sazonalidade da produção de sementes e a dificuldade em encontrar espécies raras, podem comprometer a obtenção de sementes com a diversidade florística e genética necessária. Diante disso, a coleta de sementes com diversidade florística e genética é facilitada quando há um trabalho de marcação de matrizes. 

Nesse tipo de trabalho, primeiramente é realizado um levantamento de quais os fragmentos florestais da região poderiam atuar como áreas de produção de sementes. Depois desse levantamento, são organizadas trilhas, identificadas em mapas e georreferenciadas, para a coleta de sementes. Nessas trilhas, cada matriz escolhida e seus dados (nome da espécie, fazenda, número do fragmento, data de marcação, número e coordenadas da matriz) são anotados em ficha de campo. 

Seqüência de atividades envolvidas na marcação de matrizes: escolha de fragmentos florestais que servirão de áreas para a coleta de sementes (A), coleta de um ramo para a se saber a que espécie a matriz pertence (B) e colocação de uma placa metálica contendo o número da matriz (C), o qual é inserido, juntamente com o nome da fazenda onde o fragmento se localiza, com a identificação da espécie e com a coordenada geográfica da matriz, em uma ficha de marcação de matrizes (D). 

Segurança na coleta 

Para que a coleta de sementes seja realizada sem maiores riscos à segurança do coletor, alguns procedimentos precisam ser seguidos, tais como: 

Aquisição de Sementes

Como forma de estimular a regionalização da coleta de sementes de espécies florestais nativas, o Projeto Matrizes tem trabalhado continuamente com a marcação de árvores matrizes nos vários projetos desenvolvidos pelo LERF. Contudo, a disponibilidade de sementes com a diversidade florística e genética necessária continua sendo um dos principais gargalos das ações de restauração florestal. Dessa forma, quando não for possível coletar as próprias sementes, ou então nos casos em que for necessária a complementação da diversidade florística e genética das sementes coletadas, poderá ser realizada a compra de sementes de empresas especializadas.

Embora a produção de sementes de espécies florestais nativas seja uma atividade ainda insipiente, já existem algumas empresas especializadas nessa área que podem fornecer sementes aos viveiros florestais em diversas regiões do sudeste. Veja abaixo uma relação de algumas dessas empresas (caso sua empresa não esteja inserida na lista, favor enviar informações sobre a mesma para o e-mail: pedrohsb@yahoo.com.br):

Empresa / Instituição Cidade Site E-mail Telefone
Agropecuária Santa Helena São Paulo/SP www.matasnativas.com.br ligia@matasnativas.com.br (11) 3085-4044
Bio Flora Piracicaba/SP www.viveirobioflora.com.br vendas@viveirobioflora.com.br (19) 3414-2021
Central das Sementes Piracicaba/SP www.centraldassementes.com.br   (19) 92910169
Flora Tietê Penápolis/SP www.floratiete.com.br fl.tiete@terra.com.br (18) 3652-2623
Florestando Lupércio/SP www.florestando.com.br marcelo@florestando.com.br (14) 3474-1332
Grupo Semente Nativa Ribeirão Grande/SP www.ecoar.org.br grupo_sementenativa@yahoo.com.br (15) 9701-9570
Instituto Florestal São Paulo/SP www.iflorestal.sp.gov.br sementes@if.sp.gov.br (11) 2231-8555
Instituto Oikos Lorena/SP www.oikos.agr.br oikos@oikos.agr.br (12) 3152-2023
IPEF Piracicaba/SP www.ipef.br sementes@ipef.br (19) 2105-8615
Kazita Ind. e Com. Sete Barras/SP www.amainan.org amainan@amainan.org (19) 3202-9125
Mata Atlântica Viveiro Florestal Itatiba/SP www.mataatlântica.bio.org paulsants@yahoo.com.br (11) 4538-1023
Mercosul Sementes Ijuí-RS www.mercosulsementes.com.br vendas@mercosulsementes.com.br (55) 3331-2374
Premium Seeds Curitiba/PR www.premiumseeds.com.br vendas@premiumseeds.com.br  
Semex Agrocomercial São Paulo/SP www.semexagrocomercial.kit.net semex@globo.com (11) 2949-2297
Signus Vitae Volta Redonda/RJ www.signusvitae.com.br lidia@signusvitae.com.br (24) 3348-1209

Lista de Espécies e Matrizes das Regiões Ecológicas de SP

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